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(boas) políticas públicas e defesa da democracia

Ontem alguém com responsabilidades políticas (e públicas) dizia-nos que o combate ao populismo também se fazia com melhores políticas públicas e com outra relação entre Estado e cidadãos. Nada mais certo.

O populismo combate-se com políticas eficazes que respondam às expectativas dos cidadãos,às desigualdades e promovam o desenvolvimento sustentável e o bem-estar. Combate-se com democracia que por sua vez vive “da auto-contenção dos líderes/decisores (da não utilização de instrumentos democráticos para fragilizar o contraditório e o sistema pesos-contrapesos) e do trabalho conjunto com os adversários políticos.” (Levitsky & Ziblatt; Como morrem as democracias)

Num momento sem igual em que “o ecossistema digital beneficia personagens polarizadoras(…)porque os seus algoritmos vivem do envolvimento emocional das pessoas” (A.Marantz; Anti-social), os políticos e a sociedade civil devem responder integrando mais as pessoas e a ciência no desenho, implementação e avaliação das políticas (públicas).

As pessoas, através de iniciativas como as “Oficinas de Participação” promovidas pelo Governo. A ciência, neste caso a comportamental e psicológica, por exemplo conforme conversávamos na reunião.

Tudo urgente porque “a história nunca se repete, mas muitas vezes rima”. Se rima, Mark Twain.

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