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10.10.2023

Anteontem assinalou-se mais um Dia Mundial da Saúde Mental. Desde 1992 assim é, a cada 10 de Outubro. Desde 1994, quando foi “a melhoria da qualidade de acesso de serviços de saúde mental em todo o Mundo”, com um tema em específico. Em 2023, a “Saúde Mental enquanto Direito Humano Universal”, mote cuja implicação da sua concretização procurei reflectir em detalhe em conversa com a Joana Almeida Carvalho, numa entrevista para a Manhã Informativa do Porto Canal neste Dia Mundial da Saúde Mental, que aqui partilho.

Nela foco três aspectos essenciais:

a) A necessidade de sermos consequentes com a ideia, hoje amplamente disseminada, que “não há saúde sem saúde mental”, procurando detalhar e exemplificar a forma como a saúde mental impacta e determina a saúde física e como a saúde física impacta e determina a saúde mental. Como, no fundo, se interligam, quais os factores que o justificam e que não pode existir prevenção e investimento em saúde sem investimento e promoção da saúde mental, algo explicitado e aprofundado no contributo científico intitulado “O impacto da saúde mental na saúde física – Custos económicos e intervenções psicológicas custo-efectivas”, publicado pela Ordem dos Psicólogos Portugueses nesse mesmo dia;

b) A importância de, ao considerarmos a saúde mental como direito humano universal, isso se reflectir em todas as políticas públicas e não apenas na área da saúde. Para o concretizar e, mais uma vez, exemplificar, abordei parte das 10 medidas propostas pela OPP a 6 diferentes Ministras/os nesta data: Saúde; Educação; Trabalho, Solidariedade e Segurança Social; Habitação; Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; e Justiça.

c) O quão relevante seria (será?) se (quando?) este dia não for apenas um dia a cada ano… Antes que o anteontem seja também o ontem, o hoje, o amanhã e o depois de amanhã. 365 dias por ano, com tudo o que isso implica para a prevenção e promoção e para as pessoas que vivem com um problema de saúde mental, para as suas famílias e pessoas próximas, para a sociedade e para o seu desenvolvimento e para a sustentabilidade dos seus serviços.

No fundo, para a possibilidade de saúde e bem-estar de cada pessoa e para a resiliência das nossas comunidades. Para a coesão do nosso país.

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