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COVID-19 Dia Internacional da Mulher

Porque só a ela o perguntam? (Ao redor…; Revista Sábado)

“Porque só a ela o perguntam?”, 2º artigo da rubrica “Ao redor…” (Sábado) onde discuto o impacto da COVID-19 na “inversão de um processo que, ainda que (muito) lento e díspar, tinha já largos anos e era relevante por significativo em Portugal – o progresso no sentido da igualdade de género”. Um “importante desafio societal global com fortes implicações na possibilidade de bem-estar das mulheres (mas também dos homens e de toda a comunidade) e na coesão social das sociedades.”

Nele analiso impactos desta crise nas mulheres (acrescenta “desigualdade à desigualdade que existia, e mais anos ou décadas às décadas que ainda dista(va)m de caminho pela igualdade”) e defendo 4 investimentos para a sua mitigação: educação, literacia e saúde psicológica; políticas responsivas à forma como nos comportamos/tomamos decisões; compensação do trabalho socialmente útil; representação política/social igualitária.

Reflicto, ainda, (n)o que impacta e significa só a ela perguntarem como “conseguirá conciliar tudo?” e na importância de celebrar a cada 8 Março o que “já se conquistou, inspirando e motivando mais pessoas para este desafio e através dele para outros onde a desigualdade ainda vence” e sublinhando o caminho por percorrer, incentivando “a que o percorramos, juntas/os”.

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Dia Internacional da Mulher Psicologia

Mulher.

Esta minha fotografia é parte de um bonito projecto da minha 2x colega Edite Queiroz que assinala o Dia Internacional da Mulher 2020 na Ordem dos Psicólogos Portugueses e a dramática injustiça da “situação das mulheres [ser] pior que a dos homens pelo simples facto de serem mulheres.” (António Guterres).

Há pouco deparei-me com esta foto da AP de uma manifestação hoje em Bishkek (Quirguistão) cidade onde a amplitude térmica do dia foram 8ºC.

Coincidência simbólica porque neste 8.3 assinalam-se ‘amplitudes’: as que persistem em tantos indicadores entre M/H no nosso país (risco de pobreza, salários, violências…); mas também as entre mulheres mundo fora, mundo onde persiste a mutilação genital ou a impossibilidade das mulheres irem à Escola ou se manifestarem, como aqueles homens de cara tapada demonstram.

Todos (quem educa, lidera,se relaciona) temos um papel no combate a estas ‘amplitudes’. Creio no entanto que nós psicólogos temos especial contributo (e responsabilidade) não fora também objecto da nossa intervenção a garantia de maior autodeterminação e bem-estar da pessoa, pela promoção do seu autoconhecimento, competências e possibilidades.

Tive, tenho e terei mulheres extraordinárias perto de mim. Pessoas que para o serem tiveram e têm sempre que o ser ainda mais.

Obrigado a vocês.