“Porque só a ela o perguntam?”, 2º artigo da rubrica “Ao redor…” (Sábado) onde discuto o impacto da COVID-19 na “inversão de um processo que, ainda que (muito) lento e díspar, tinha já largos anos e era relevante por significativo em Portugal – o progresso no sentido da igualdade de género”. Um “importante desafio societal global com fortes implicações na possibilidade de bem-estar das mulheres (mas também dos homens e de toda a comunidade) e na coesão social das sociedades.”
Nele analiso impactos desta crise nas mulheres (acrescenta “desigualdade à desigualdade que existia, e mais anos ou décadas às décadas que ainda dista(va)m de caminho pela igualdade”) e defendo 4 investimentos para a sua mitigação: educação, literacia e saúde psicológica; políticas responsivas à forma como nos comportamos/tomamos decisões; compensação do trabalho socialmente útil; representação política/social igualitária.
Reflicto, ainda, (n)o que impacta e significa só a ela perguntarem como “conseguirá conciliar tudo?” e na importância de celebrar a cada 8 Março o que “já se conquistou, inspirando e motivando mais pessoas para este desafio e através dele para outros onde a desigualdade ainda vence” e sublinhando o caminho por percorrer, incentivando “a que o percorramos, juntas/os”.


