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O melhor jardim-de-infância que já viu

Ontem comemorou-se em Portugal o Dia da Criança. Uma celebração, simbólica, que resulta da necessidade de uma justa e relevante homenagem às crianças que nos recorde os seus direitos, desde logo, mas particularmente o quão são o presente, o futuro e a base do legado que enquanto pessoas e sociedade pretendemos construir.

Presente, futuro e legado que, necessariamente, dependem do que fazemos hoje em períodos-chave do desenvolvimento das crianças, desde a gravidez à infância, com foco relevante no que conceptualmente hoje consideramos os primeiros 1000 dias. Que dependem, também, e numa perspectiva de promoção do desenvolvimento, florescimento e da promoção da equidade de acrescentarmos à narrativa e às políticas em torno do reforço da possibilidade de acesso à educação, a qualidade das práticas educativas no período dos 0-3 anos e da primeira infância de forma mais ampla, enquanto desígnio fundamental de cumprimento dos direitos de todas as crianças e de uma sociedade mais inclusiva e coesa.

Sabe, quem por aqui me acompanha, que estes aspectos são chave da missão e propósito da Fundação Mendes Gonçalves e, particularmente, do seu programa Educar. Saibam, também, que além da procura de uma filantropia de proximidade e do sustentar das nossas práticas numa cultura de evidência e estudo de impacto, queremos realizar a nossa acção em co-criação, promover e disseminar literacia e conhecimento e, pela advocacia e comunicação, influenciar políticas e práticas.

Esta “nossa forma de fazer” e a abertura e confiança da Fundação Santander Portugal (obrigado Inês Oom de Sousa e equipa) resultaram na organização conjunta de um evento dedicado à reflexão sobre o desenho de espaços educativos e o seu impacto nos processos de ensino-aprendizagem e bem-estar, dinamizado pelos arquitetos Takaharu e Yui Tezuka e Luis Oliveira (Tezuka Architects), aproveitando estarem em Portugal a propósito do lançamento da Fundação Mendes Gonçalves.

O evento, dedicado à disseminação de conhecimento (obrigado Pedro Cunha pela brilhante intervenção) e à advocacia junto de um conjunto de pessoas com capacidade de influência e decisão, partiu da apresentação do futuro Centro Educativo (0-10 anos) da Fundação Mendes Gonçalves, de que são responsáveis, mas, particularmente, do projecto do “Fuji Kindergarten”, “uma escola em Tóquio, [onde] crianças de 5 anos causam engarrafamentos e as janelas servem para o Pai Natal entrar (…) o JI mais adorável do mundo”.

A citação é a descrição da Ted Talk de T. Tezuka sobre “o processo de design [do Fuji] que permite às crianças serem realmente crianças”. Chama-se “O melhor jardim-de-infância que já viu” – https://www.ted.com/talks/takaharu_tezuka_the_best_kindergarten_you_ve_ever_seen?subtitle=en – e data de Setembro de 2014.

Num Setembro próximo teremos, finalmente, um Centro Educativo por si desenhado na Europa, em Portugal, na Golegã.

Em rede, pretendemos. A inspirar, aspiramos. Da Golegã para o Mundo.

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