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Ao redor... (Revista Sábado) Desafios da Psicologia Pobreza e Desigualdade

Por um . Final à Pobreza.

Sexta-feira. No conjunto de emails por ler tinha um com título: “Por um . Final à Pobreza”. Tratava-se da newsletter da Revista Sábado com chamada para o artigo que escrevi com esse nome além de para notícias e outro artigo de opinião (“Acreditar no Pai Natal”). Simbólica coincidência, seremos sugeridos a pensar. Mas, “apesar de por vezes nos ser difícil assim o sentir, é possível e está ao nosso alcance terminar com a pobreza e, em particular, com a pobreza extrema. Está ao nosso alcance substituir a desesperança, consciente ou inconsciente, individual e colectiva, por um propósito de acção, consciente, individual e colectivo rumo a um fim à pobreza.”

“Por um . final à pobreza”, 36º artigo da rubrica “Ao redor” (Revista Sábado) parte da afirmação que transcrevo para – contextualizando a realidade do fenómeno no Mundo e em Portugal e a inversão recente da “tendência de diminuição significativa dos últimos anos, particularmente pelos efeitos da pandemia por COVID-19, da crise climática e seca severa ou extrema em diversas regiões e da guerra” – apresentar e discutir o contributo da Psicologia, como ciência e profissão, neste desígnio.

Para tal toca a proximidade dos números da prevalência em Portugal de problemas de saúde psicológica com os de pessoas a viver em situação de pobreza, algo não fruto do acaso. Reflecte as relações (e consequências) destas situações, além do “efeito túnel” e do impacto da escassez na “capacidade de autocontrolo (comportamental e emocional), de planeamento e de tomada de decisão” para, com exemplos, sublinhar a “espiral tóxica” que a pobreza impõe ao alimentar “factores de exclusão e dificultar a saída dessa situação, com sérias repercussões no futuro, particularmente das crianças e jovens”.

Para afirmar, ainda, “na profissão e na sociedade, em Portugal e no Mundo, a Psicologia, também na sua intervenção social e comunitária, complementar ao contributo de outras suas áreas para esta mudança, portanto não só focada no individual e no psíquico, apoiando a pessoa nos seus problemas, empoderando-as e promovendo recursos”. Uma Psicologia também “focada na mudança de políticas públicas e das realidades que nos conduzem a e perpetuam ciclos de adversidade, como os resultantes da pobreza e da exclusão, impactando significativamente a sociedade e colaborando nos principais desafios societais, a partir dos contributos únicos da ciência e prática da profissional.”

Uma oportunidade para voltar a abordar a campanha https://finalapobreza.pt e “promover a ideia de que a pobreza de uns afecta todos”, conforme a sugestão de uma psicóloga na 1ª sessão de recolha de contributos na Madalena (Ilha do Pico). Psicólogas e psicólogos, “felizmente disponíveis em Portugal e motivadas/os para um contributo numa matéria decisiva para, afinal, o objectivo fundamental da sua intervenção: promover a autodeterminação, a saúde psicológica e o bem-estar das pessoas; contribuir para uma sociedade de direitos humanos, de equidade e coesão social.”

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