Invistamos… “Como um mineral precioso do tempo que vivemos, que (ainda) temos em Portugal e que escasseia e está em risco Mundo fora. Como um recurso que, porque base para parte significativa das concretizações que podem contribuir para mitigar e resolver problemas das pessoas, das organizações e das sociedades, pode ser diferenciador das nossas organizações e do nosso país, valorizando-as e valorizando-o hoje e para o futuro.”
Invistamos… “A partir das organizações enquanto estímulo e exemplo para o país e a partir de Portugal enquanto estímulo e exemplo para o Mundo. Para o Mundo e por um Mundo que continue a evoluir e a garantir maior possibilidade de bem-estar, de equidade e de paz para todas e todos.”
Invistamos… Na confiança. No direito a confiar. Preservemo-los, como recurso do país.
A convite da Rita Saldanha, a quem volto a agradecer a confiança, propus-me pensar, a partir da “Palavra do Ano de 2021 – Vacina”, sobre a confiança em artigo de opinião para a Líder – Ideias que fazem futuro. Artigo que intitulei de “Direito a Confiar” por oposição a uma ideia do “confiar” como dever, em si.
No artigo que agora partilho, parto do papel que a “capacidade de relação, de abstracção e de envolvimento em torno de ideias não claramente tangíveis como a amizade, o amor, o passado e o futuro ou a ideia de comunidade nos permitiram num caminho de evolução”, desde à centenas de milénios com as primeiras e primeiros homo sapiens à sociedade como hoje a conhecemos, com o que de bom e de menos bom tem. Como, tudo, “ciência, cultura, direitos humanos, futuro assenta nessa nossa capacidade de nos relacionarmos (e na capacidade sucessiva que temos de empatizar com outras e outros) e de abstração (e na capacidade sucessiva que temos de confiar)” e como são a empatia e a confiança “fundamentais à adopção de comportamentos pró-saúde e pró-sociais (…) garantes em período de crise e pilares da coesão social” e base, por exemplo, de processos complexos que respondem às necessidades das pessoas e das sociedades, como é exemplo o processo de vacinação contra a COVID-19 em Portugal.
Um recurso precioso… que “implica que métricas que procurem aferir valor e produtividade de organizações incluam a necessidade de avaliar e validar a “abstracção” confiança como garante de capacidade de resposta a problemas e desafios e como factor diferenciador e protector no presente e de futuro”.
Um recurso precioso… que implica, também, que “a cultura organizacional verdadeiramente assuma a confiança como valor maior a defender, estimular e disseminar, não apenas, mas também, a partir das suas lideranças”.
Um recurso precioso… que entenda “a confiança como um direito (de todas e todos) e não como dever (de alguns e algumas)”.
Um recurso precioso… essencial ao desenvolvimento de outros [além do dinheiro] poderosos “sistemas pluralistas de confiança mútua” como a ciência, a democracia, os direitos humanos e até a paz.