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Psicologia Tomada de Decisão

Escolher.

Escolher.

Vivemos (n)um Mundo de complexidade crescente com mais informação, actividades, produtos, estudos, desafios, artigos, reflexões, comentários.

A cada dia mais possibilidade de escolha, necessidade de escolher e rapidez na informação/confirmação das escolhas, porém:
1) a escolha “infinita”, pela paralisia que provoca ou pela insatisfação associada à escolha vs potenciais outras escolhas, não aumenta o bem-estar, defendendo B. Schwartz que algumas escolhas o provocam mais do que nenhuma ou muitas escolhas possíveis;
2) reforça o “paradoxo do omnívoro” definido por C. Fischer como a incerteza que a possibilidade de escolha introduz na alimentação e o contrassenso de co-existir com pessoas que não têm recursos/condições para escolher… Por vezes para se alimentar.

Escolher “melhor”, como K. Lewin defendeu na década de 1930, pode depender de ousarmos ir além da “força” e, quando forças puxam para lados opostos, não colocar mais força num dos lados mas remover as barreiras que nos impedem de chegar a um dos lados. A uma escolha.

Sendo desafiante, é bom escolher. Usar da possibilidade e da liberdade para, com responsabilidade, escolher. Escolher e, eventualmente, errar, falhar.

Acreditando na possibilidade de reparação. Acreditando, como Beckett, que falharemos melhor depois.

 

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