Partilho a reflexão de Sábado com a Marisa Caetano Antunes na SIC Notícias que tocou:
1) dificuldades e problemas de saúde psicológica e mental actuais da população (e de grupos específicos) decorrentes (não apenas) da crise de saúde pública e sócio-económica;
2) 70000 atendimentos do serviço de aconselhamento psicológico (SNS24) sinal da sua premência e de que as pessoas, quando têm acesso, procuram ajuda. Resposta porém incompleta porque, suportando a gestão de emoções, é como uma rotunda com diversas saídas (auto-cuidado, emergência) com uma fundamental encerrada pela insuficiência de psicólogas/os nos cuidados de saúde primários (CSP) para intervenções continuadas quando necessárias;
3) (não)investimento na saúde mental (bem-estar e existência de competências/recursos para a adaptação a acontecimentos e se cumprirem propósitos de vida – não apenas ausência de doença mental) expresso em a) o caricato da Ministra da Saúde referir que parte do atraso do concurso de 40 psicólogas/os para os CSP (existem apenas 250) que decorre há 30 meses se dever à pandemia (o que teria que ocorrer para maior rapidez?); b) um plano de recuperação e resiliência que prevê (bem) verbas nesta área mas apenas para resposta à doença mental sendo, nesta área, de recuperação mas não de resiliência.