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As pessoas procuram ajuda, o problema é se a encontram.

“As pessoas procuram ajuda, o problema é se a encontram.” Na passada 6ªF participei na conferência “A Psicologia e a Administração Local – O que podem fazer as/os psicólogas/os pelo seu município?”, promovida pela DRMadeira da Ordem dos Psicólogos Portugueses integrada nas comemorações do Dia Nacional do Psicólogo.

À sua margem da conferência, em declarações à RTPMadeira discuti como no presente podemos perspetivar o futuro, referindo que mesmo confirmando-se (como todas e todos esperamos) a diminuição progressiva das restrições, “as muitas dificuldades não pesam só no presente e pesarão também para o futuro se estas pessoas não forem apoiadas” e que “há muito trabalho a fazer para recuperar as pessoas para termos um país de bem-estar e coesão social”. Abordei ainda a necessidade da intervenção “estar mais disponível e próxima” e a importância da literacia e reconhecimento da importância da saúde psicológica, alcançado por ser hoje mais “comum as pessoas falarem não apenas porque conhecem [situações] mas porque na comunicação social se fala da psicologia” resultando “num aumento de procura muito significativo”. Na mesma peça o Renato Gomes Carvalho havia abordado o aumento dos problemas de saúde psicológica, sublinhando, bem, que além do agravamento das situações de “ansiedade e depressão”, verificou-se um aumento da “impulsividade, reactividade, agressividade descontrolada e perturbações das dinâmicas familiares”. Falou ainda das autarquias enquanto contexto potencial de intervenção nestas áreas, pela promoção de “locais de trabalho mais saudáveis e produtivos, por exemplo através da avaliação dos riscos psicossociais” mas também do potencial alargamento do papel das e dos psicólogos nestes contextos, sublinhando a necessidade de se desenharem as políticas públicas com base no conhecimento e na evidência científica referindo que não podemos “aplicar uma medida para milhares de pessoas sem ter evidência científica e uma base sólida em termos técnicos e científicos para aplicá-la”.

Sobre a minha conferência propriamente dita e a reflexão sobre o papel e os contributos da psicologia para autarquias de bem-estar e coesão social, partilho dois textos que escrevi para a rubrica “Ao redor… (Sábado)” guardando uma palavra para a sessão de partilha, da tarde deste dia, com colegas de diferentes contextos sobre a vivência da pandemia. Momento de celebração da ciência e profissão, onde se validaram dificuldades pessoais e profissionais e se sentiu como fazemos a diferença na vida de tantas pessoas em contextos tão diferentes. Obrigado a todas e todos.

 

Autárquicas 2021 – Por um Portugal de ABC (05.05.21) | https://www.linkedin.com/pulse/autárquicas-2021-por-um-portugal-de-abc-tiago-pereira/

A feliz conjugação das Autárquicas 2021 com a infeliz crise COVID-19 (07.09.21)| https://www.sabado.pt/opiniao/convidados/tiago-pereira/detalhe/a-feliz-conjugacao-das-autarquicas-2021-com-a-infeliz-crise-covid-19

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