“A bússola europeia não pode ser o PIB, tem de ser o bem-estar dos cidadãos”.
O bem-estar… Surpreendente – porque significativa, se séria e consequente – afirmação do presidente do Conselho Europeu (Charles Michel) em entrevista que antecede a Cimeira Social Europeia que começa a esta hora do Porto e que visa um novo compromisso e impulso à concretização do Pilar Europeu dos Direitos Sociais.
Cimeira que se inicia precisamente 24h depois da minha participação numa oficina da EAPN – European Anti Poverty Network com o estimulante título de “Saúde Mental como Direito Universal”. Nela reflecti a propósito da dictomia universalismo vs relativismo, reforçando o sistemático universalismo da saúde mental ou psicológica na saúde (por oposição ao relativismo do direito à saúde enquanto direito à saúde física e à consideração da saúde mental apenas em períodos de crise como o que vivemos) e a centralidade do conceito na possibilidade de bem-estar e na coesão social.
Também por isso – se sério e consequente o pressuposto #timetodeliver da Cimeira – é fulcral que o 16º dos 20 Direitos Sociais (Saúde), incluindo a saúde mental ou psicológica, seja considerado universal e nuclear na resiliência pessoal e social e na sua dimensão preventiva, como bem referido na carta dos direitos sociais.
