“Não podemos continuar a sugerir que a vacina nos protege apenas a nós próprios [quem toma]. A vacina é uma protecção para nós e para todas as outras pessoas. Todas/os temos um papel neste processo de vacinação e no de construção da confiança”.
A 19.3 na SIC-N com a Marta Atalaya e o Joao Julio Cerqueira, refectimos sobre o impacto da suspensão provisória da vacina da AstraZeneca na confiança.
A confiança é apenas 1 de 3 dimensões responsáveis pela hesitação na vacinação, uma das 10 maiores ameaças à saúde global apontadas pela OMS em 2019 (pré-COVID-19). Na frase que transcrevo referia-me à complacência, outra das 3 dimensões, a par da conveniência e, portanto, da necessidade de investirmos em “tornar o processo de vacinação mais próximo das pessoas, facilitando-o e retirando obstáculos à toma da vacina”.
Recordemos – celebremos e reforcemos – que Portugal é um dos países no Mundo com menor hesitação e com um plano de vacinação mais generalizado e com melhores resultados. Recordemos também que a informação disponível, por si só, não explica e prevê o comportamento.
Comuniquemos cada vez melhor com as pessoas, tendo presente que à fadiga da pandemia se associa “fadiga de incerteza e de imprevisibilidade”, conectando-nos, validando dúvidas e procurando responder aos anseios.
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