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COVID-19 Psicologia

O papel de Biden

“Trago um papel no meu bolso com o número total de pessoas que morreram (EUA) com COVID-19. Está na parte de trás da minha agenda”.

No 1º discurso à nação pós-tomada de posse – muito discutido no que remete ao impactante estímulo financeiro às famílias (nomeadamente as mais vulneráveis) e à economia – Biden foi ao bolso, retirou o papel e disse: “527.726, mais vítimas que na 1º Guerra Mundial, 2ª Guerra Mundial, Guerra do Vietname e 11 de Setembro, tudo somado.”

Biden lembra com simbologia que a dimensão económica não pode deter o exclusivo das consequências da grave crise que vivemos. A pandemia representou perdas humanas muito significativas e muita dor/sofrimento em centenas de milhares de famílias dos EUA, dezenas de milhares no nosso. Pessoas sobrecarregadas e não raras vezes entrincheiradas entre sentimentos de culpa (quando olham para trás) e de receio/ansiedade (quando olham para a frente).

Aos indispensáveis apoios e estímulos económicos deve juntar-se suporte emocional e psicológico. Apoio psicológico, de estímulo e não de “caridade”, porque cientificamente suportado, porque voltado para a promoção da adaptação e da resiliência individual (e logo das comunidades), porque reprodutivo. Insisto, será impossível recuperar os países e o Mundo sem recuperarmos as pessoas.

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