Vulnerabilidade emocional e psicológica; Fadiga da pandemia; Medo e percepção de risco; Habituação e comunicação negativa; Crise de confiança. Cinco condições que explicam diferentes desafios (com impacto na decisão e comunicação) à adesão hoje a comportamentos pró-saúde/sociais face a Março de 2020.
Condições que aprofundo neste pequeno ensaio a que acresce outra importante diferença: a esperança e o propósito deste 2º momento. Porque, se antes “lutávamos para achatar a curva de um vírus e de uma doença que desconhecíamos, cuja vacina era uma miragem e com o intuito exclusivo de ganharmos tempo para nos prepararmos para 2ªs e 3ªs ondas, hoje o propósito é lutarmos para resistir ao enorme desafio que enfrentamos, com a expectativa de nas próximas semanas chegarmos a um momento de crescente imunização da população, particularmente dos grupos mais vulneráveis com o processo de vacinação em curso (que soma à imunização “natural” que cresceu e crescerá significativamente). De chegarmos a um tempo em que, paulatinamente, recuperemos algum controlo, levantaremos algumas restrições e possamos estar fisicamente mais próximos uns dos outros, algo tão fundamental ao nosso bem-estar. A um tempo em que, também pela recuperação das pessoas, recuperaremos o país, o bem-estar e a coesão social.”