Manhã de Sábado.
Enquanto nadava, olhei para o lado e lá estava o AA. Reencontrei-o há uns meses (uma touca pousada no balneário com as iniciais do nosso antigo clube), quase 20 anos depois da última vez que nos tínhamos visto. Moramos, e não sabíamos, há anos na mesma cidade a mais de 100km onde nascemos e onde fomos anos companheiros de clube de natação. Nadamos agora ao Sábado na mesma piscina de uma terceira cidade, enquanto os nossos filhos colegas de grupo de natação têm aula na piscina ao lado.
Também terá sido há uns 20 anos que, entre recomendações do “meu” PÚBLICO e de alguns programas de TV, descobria a literatura que (também) me faz pessoa. Gosto de ler, além dos livros, sobre os livros. Gosto de ouvir (e ver) falarem sobre livros. Por isso acompanhei o “Literatura Aqui/Agora” e acompanho o “Nada Será como Dante”.
Quando olhei o AA pensei no quão incrível (e de certa forma inesperada) é a nossa vida. Fi-lo no final de uma semana em que vi o “Nada Será como Dante” à espera do momento em que me ouviria e veria a falar sobre literatura e psicologia com o Bruno Vieira Amaral, com o mote do alter ego na literatura, mas tocando a narrativa, a subjectividade e o significado.
Não é incrível a vida?
Aqui (11m45s)