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Um desejo para 2025? Protegermos e cumprirmos a universalidade dos Direitos Humanos

1, 2, 3, 4, 5, (…) 97. Foram 97 os artigos que escrevi na rubrica “Ao redor” (Revista SÁBADO) desde 24.02.2021 quando publiquei “Nós e os nossos Mundos”, o primeiro.

Três deles, um desejo para 2022 (Construirmos mais Paz), para 2023 (Promovermos mais bem-estar para todas e todos) e para 2024  (Um país mobilizado contra a violência doméstica). E 2025?

“Um desejo para 2025? Protegermos e cumprirmos a universalidade dos Direitos Humanos” é o 97º artigo e pensa os “Direitos Humanos enquanto base para a prevenção da guerra, justiça social e equidade e liberdade. Base, portanto, para construirmos mais Paz, promovermos mais bem-estar para todas e todos e prevenirmos todas as formas de violência, incluindo a violência doméstica. Base, ainda, para mais coesão social e maior possibilidade de autodeterminação para todas as pessoas.”

Trata “um conjunto de indicadores que apontam para uma regressão, já de alguns anos e que parece tender a intensificar-se e aprofundar-se, da defesa cabal e intransigente da universalidade dos Direitos Humanos”, reflectindo sobre o que pode para tal contribuir, do “aumento do autoritarismo” ao “individualismo, polarização e quebra do multilateralismo e de coesão social” passando pelo “não cumprimento de alguns anseios e expectativas da população (…) o agravamento da desigualdade e iniquidades e uma quebra generalizada da confiança”.

Para depois funcionar como um apelo a que possamos “em 2025 e sempre, fazer a nossa parte para protegermos a universalidade dos Direitos Humanos. E fazer a nossa parte depende de os cumprirmos, através das nossas acções, contributo para acções de quem nos rodeia e para instituições que assentem nesses valores e que tenham a confiança da população para os prosseguirem, mesmo nos períodos mais difíceis e desafiantes.” Cumpri-los depende, ainda, de “não contribuirmos para a degradação e enfraquecimento das instituições e para a criação de contextos de (percepção de) insegurança ou de (percepção de) desorganização, propícios ao surgimento de figuras – quase sempre as maiores contribuidoras para a criação desses contextos e que só deles podem emergir – que se propõem salvar a instituição que ajudaram a degradar, quando não o país ou o Mundo.”

Precisamos, assim, “de um compromisso e de uma responsabilidade individual e colectiva, moral e ética”, afirmo no artigo que termino referindo que “eu por aqui o procurei e procuro fazer”. E que “eu por aí o procuro e procurarei fazer.”

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