Ao contrário de quando nos confrontamos com sofrimento psicológico – onde o presente parece aprisionar-nos entre um passado de “mágoa e/ou culpa“ e um futuro “impossível” – ontem senti-me grato. Grato por um presente que sucede a um passado de desenvolvimento e concretização de uma ideia. Grato num presente a olhar para um futuro que contará com o estímulo do programa que resultou dessa ideia. Grato por participar neste processo da primeira às futuras horas e em fazer este caminho com a Liliana Valpaços, com o apoio de toda a equipa e administração da FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (liderada pela Dr.ª Rita Faden) e com o Francisco Miranda Rodrigues, a Ana Isabel Lage Ferreira (júri) e tantas outras pessoas da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Grato e orgulhoso por me ter cabido a sua apresentação.
Nela, mais que pormenorizar o edital (abaixo), procurei, a partir da “genealogia viva” do Gil (meu 2º filho), revisitar 9 décadas de gerações, da sua bisavó (Silent Generation) à sua geração ainda sem nome. 9 décadas de mudanças em Portugal e no Mundo que comparam com os seus 9 meses de vida num tempo de COVID-19, de lançamento da Space-X (viagens comerciais ao espaço), do relatório da ONU que regista a 1ª morte humana em contexto guerra decidida exclusivamente pela IA e da Guerra na Ucrânia. 9 meses que nos confrontam com o acelerar do tempo e com a complexidade, ambiguidade, volatilidade, incerteza e imprevisibilidade do que nos espera, um tempo de forte ameaça à saúde mental num momento em que dela muito necessitaríamos para nos adaptarmos com bem-estar às adversidades e aos acontecimentos de vida. Reflecti, ainda, sobre a visão e coragem da FLAD, ao, com o nosso apoio, financiar projectos de serviços de saúde/psicologia de instituições do ensino superior públicas (até 3 com pelo menos 1 de regiões interiores | 100.000€) a partir de 4 pressupostos: base na melhor evidência disponível e por isso centrados na prevenção, promoção de literacia, saúde (mental) e de competências sócioemocionais; focados na promoção resiliência (não apenas na recuperação); considerando a saúde mental e sua promoção e não apenas a doença mental ou a sua ausência; com propósito de servir de estímulo ao futuro e a novas e boas práticas neste domínio.
Na sessão interveio ainda a Diana Aguiar Vieira, PhD, houve um debate moderado pela Sara Antunes de Oliveira entre a Cheila Tomás Marques (estudante) e a Mariana do Canto e Castro (Diretora de RH), encerrando com a Sr.ª Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato a reforçar a importância de se aprofundarem as respostas, também de prevenção, na área da saúde mental no ensino superior (sessão completa em: https://lnkd.in/dfnv2nQ8).
Ps. Informações (e formulário de candidatura – até 19.06.22) sobre o Programa FLAD/OPP Saúde Mental no Ensino Superior em: https://lnkd.in/dsQix_et