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Conferência de imprensa. Documentário. Estudo.

Conferência de imprensa. Documentário. Estudo.

Na conferência de imprensa após o Conselho de Estado, o Presidente da República disse que a guerra terá “custos na vida de todos” que deveremos enfrentar “com a mesma coragem e determinação dos últimos dois anos, em espírito de unidade, coesão, solidariedade e eficácia”. Assim é e será.

“Depois de uma pandemia que nos trouxe muita incerteza, vivemos agora uma guerra que nos entra diariamente em casa”, escreveu @MARIA AUGUSTA CASACA (@TSF) na peça (“A guerra afeta-nos a todos – Psicólogos lançam estratégias para prevenir angústia causada pelo conflito”) que partilho. Nela, procuro, divulgando o documento da OPP, sublinhar a naturalidade de nos sentirmos impactadas/os, angustiadas/os e/ou ansiosas/os com esta situação. Também, reforçar que algumas pessoas – quem experienciou contextos de guerra (algo ainda muito comum em Portugal), tem amigas(os)/familiares na Ucrânia ou tem maiores vulnerabilidades socioeconómicas, temendo o futuro incerto – podem ter especiais vulnerabilidades e, por isso, estarem mais expostas à situação, ao sofrimento e, até, ao potencial trauma dela decorrente. E ainda, a necessidade de prevenção da sobre-exposição à guerra e a importância do agenciamento decorrente de acções que comportem e nos tragam significado/propósito.

“Na minha infância o que tornava o meu dia suportável? Tinha uma tia já idosa que me via. As crianças têm de ser vistas e cuidadas. Têm de sentir carinho. Foi isso que me salvou. Nos momentos sombrios, pensava: Tenho a tia Hilma. Acho que todas as crianças nascidas da guerra precisam de uma tia Hilma.” Parte do documentário “A guerra nunca acaba” que versa 5 histórias de crianças filhas de soldados da Alemanha Nazi e de mães Norueguesas (ocupação na II Guerra Mundial) que viveram toda a vida sob a égide de “genes Nazis” e da discriminação daí decorrente.

Sobre discriminação e “dupla penalização” (assim apelidei), discuti a situação da população russa com a @CATARINA SILVA (@JN) (https://www.noticiasmagazine.pt/2022/ser-russo-nao-e-ser-dono-de-uma-guerra/historias/273141/). Recuperação de traumas passados. Lembrar que, algumas destas pessoas, saíram da Rússia à procura de um país livre e que hoje são penalizadas pelas opções de um regime que já as havia penalizado. Racionalizar, prevenir generalizações abusivas, simplificações e, essencialmente, humanizar por via da história das pessoas.

E o estudo. Do instituto Jacques Delors, sublinha que “a distribuição desigual das dificuldades [da guerra] nos diferentes estados-membros não é apenas um problema económico – tem importância política”, reforçando a necessidade da “união” dos países. União que deve prevenir a possível fragmentação, diminuição da coesão e da confiança, essenciais à vivência desta crise e a um futuro de possibilidade de autodeterminação e de direitos humanos globais.

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