Ao contrário das adeptas e dos adeptos do FCPorto e de futebol no geral, muitas pessoas recordam João Pinto, ex-jogador de futebol, quase exclusivamente por uma resposta a uma pergunta em que lhe era pedia a antevisão de um jogo: “Prognósticos? Só no fim do jogo.” Uma “adaptação” ao fenómeno desportivo da “dificuldade de fazer previsões, particularmente sobre o futuro” algo particularmente verdadeiro quando essas previsões dependem da conjugação de múltiplas, algumas delas incertas, variáveis, e cuja pandemia COVID-19 é um exemplo. Neste grande desafio societal global foi a ciência (que muito rapidamente lhe respondeu) que, também ao permitir a decisão informada das autoridades, introduziu a previsibilidade possível e necessária às populações num momento de incerteza.
O trabalho do @André Manuel Correia do Expresso recorda a capa do jornal no dia 29.02.2020 onde a Directora Geral de Saúde admitia que num dos cenários com que se estava a trabalhar se estimava a infecção de 10% da população, cerca de 1 milhão de pessoas. Esta manchete, num momento em que não existiam ainda casos de COVID-19 confirmados em Portugal, foi muito discutida e demonstrava que além de ser difícil fazer previsões, é difícil comunicar previsões (e não apenas) e explicá-las. Hoje já ultrapassamos esse cenário que, conforme a evolução da pandemia e do conhecimento foi ajustado e já aponta para outro valor, e é muito mais perceptível para toda a população.
Se assim for, a previsão, ainda que com as incertezas, será sempre melhor para cada um e uma de nós, país e Mundo fora.