What makes Joe run, pergunta a Time. Porque se candidata? Preparo-me para acompanhar a madrugada (aqui) dos 1os resultados (das decisões?) das eleições dos EUA.
Quem me lê sabe que reflicto muito sobre contributos da ciência psicológica na compreensão de fenómenos que se expressam na (forma de fazer) política e nos seus resultados. Sabe ainda que me (pre)ocupam questões como a desinformação, a polarização ou o tribalismo. Que entendo objecto maior da Psicologia (e do “eu psicólogo”), no micro e macro, a procura de um Mundo com maior coesão social e equidade. São, assim, eleições que considero de todos porque a todos impactam.

Recentemente um colega explicava a polarização nos EUA com uma metáfora: alguém tinha de escolher entre frango ou vidros para jantar e perguntava se o frango estava bem cozido (se não for perfeito, legitimamos a escolha “absurda”).
Biden não é perfeito. É, talvez, “mal cozido”. Mas não é Trump. Resistiu à morte de um filho já depois da perda da mulher e de uma filha de 13 meses num acidente. Resistiu como enquanto eleitores devemos resistir a não polarizar entre a perfeição ou o absurdo pois, se assim for, mais cedo que tarde teremos o absurdo.
Porque se candidata Joe? Porque hoje, espero, ajudará os EUA e o Mundo a resistir a Trump. A resistir ao absurdo