É o 2º ano consecutivo em que neste 01.11, dia de aniversário do meu pai, não o abraço.
Em 2019 estava na “Challenges of Government Conference 2019” na Blavatnik School of Government, University of Oxford a reflectir sobre os contributos da ciência psicológica na governação. Aí se pensava sobre o envolvimento das/os jovens, igualdade de género, desinformação/tribalismo, migrações, crise climática e, à boleia da discussão do Brexit, sobre os muros que se re(erguem) no Mundo.
Recordo uma interessante conversa com Ngaire Woods sobre como o comportamento e a tomada de decisão eram nucleares a tudo o que ali se discutia.

Estávamos longe de prever que um ano mais tarde o Mundo seria outro mas em virtude de um pequeno vírus que surgiria um mês depois.
Pequeno, mas que hoje me impede de viajar até onde cresci ao encontro do meu pai.

Pequeno, mas reforçador da importância do comportamento e tomada de decisão na governação, no desenho de políticas e nos desafios societais.
Pequeno, mas hoje saliente a outros desafios que nos esperam e nos quais temos o dever de nos envolver.
Para que nos possamos “abraçar” sempre, independentemente de onde vivamos, de quem sejamos ou do que pensemos.