“These are extremely high-quality organs.”
Assim adjectiva D. Segev os órgãos resultantes de mortes por falta de oxidação cerebral devida a overdose, um dos tipos de morte que mais os protege.
Num extraordinário twist refere que, ao negro da crise de consumo de opioides que resultou em 67000 mortos por overdose nos EUA em 2018 (em parte responsável pelos EUA terem 3 anos consecutivos de diminuição da esperança média de vida da população, algo sem paralelo desde a I Guerra Mundial e em claro contraciclo com outros países), se junta cor… A doação de órgãos resultantes de overdose aumentou de 1 em cada 100 em 2000 para 1 em cada 8 órgãos doados em 2017, tendo “salvado” milhares de vidas e impactado milhares de famílias.
Pensar estes twists, além de permitir leituras mais profundas do que nos rodeia, permite-nos promover a empatia enquanto competência fundamental à solidariedade, cooperação e ao respeito e valorização da diversidade. Reflectir estes twists, permite, não esquecendo o negro da crise que vivemos e do aprofundamento de desigualdades e dificuldades de pessoas, comunidades e organizações, ver nela cor… Por exemplo na oportunidade de promoção de literacia em saúde psicológica.

O MENTAL tem-no feito e aqui partilho o meu contributo em conversa com a Ana Pinto-Coelho.