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Filantropia Fundação Mendes Gonçalves

A regeneração começa com Comunidade

“Há um ano lançámos a Fundação Mendes Gonçalves com a convicção simples, mas ambiciosa, do seu Fundador [Carlos Goncalves]: a de que a regeneração deve começar localmente, através das relações, do conhecimento e do compromisso de longo prazo com as comunidades e os territórios. Ao olhar para trás, para o nosso 1º ano, acredito que o que construímos não é apenas uma Fundação, mas uma plataforma para a ação coletiva, enraizada no cuidado, na responsabilidade e na coragem de pensar de forma diferente sobre o futuro.”

Assim começa o artigo que partilho (“Regeneration begins with Community” [A regeneração começa com Comunidade]) publicado pela European Community Foundation Initiative (ECFI) e que resulta da reflexão sobre o Fórum Regenerar 2026 (que organizamos para debater de forma ampla a regeneração e comemorar o nosso 1º aniversário) e sobre o intercâmbio de Fundações Comunitárias que trouxe à Golegã e ao Fórum as Fundação Narciso Ferreira e a Fundació Comunitària Raimat Lleida (no âmbito do programa Peer-to-Peer Exchange, apoiado pela ECFI).

Mais, foca também o nosso primeiro ano de atividade, “um período de escuta, aprendizagem e construção.” Um período onde “investimos na criação de parcerias, no reforço dos ecossistemas locais, no avanço de projetos ligados à literacia alimentar, à agricultura regenerativa e à educação, ao mesmo tempo que lançámos as bases para estruturas de impacto de longo prazo, capazes de apoiar a transformação territorial.” Um período, também como refiro, em que procuramos agir a partir da visão que “a mudança significativa exige um trabalho paciente: construir confiança, ligar atores que normalmente não colaboram e criar condições para a inovação enraizada nas realidades locais.”

Isto num país como Portugal onde os laços familiares permanecem significativos (1); num contexto onde uma parte significativa dos jovens europeus, existindo condições, gostavam de poder viver junto das suas comunidades de proveniência (2); e, necessariamente, num período de elevado desafio e de problemas significativos nas áreas do bem-estar e da saúde mental da população mais jovem (3 e 4), a criação de comunidade nos territórios – também a partir de organizações da/na comunidade, próximas, que inspirem confiança e segurança – torna-se ainda mais relevante.

Por isso afirmo a fechar o artigo que “as Fundações Comunitárias criam espaços onde os territórios aprendem uns com os outros, adaptam ideias às realidades locais e fortalecem um ecossistema europeu partilhado, assente na proximidade, participação e confiança” e que “a regeneração só se torna possível quando é coletiva (…) [só] quando comunidades, instituições, agricultores, educadores, fundações e cidadãos trabalham em conjunto em torno de uma visão partilhada, a regeneração deixa de ser uma aspiração abstrata e torna-se um caminho prático para futuros mais resilientes e de esperança”.

Artigo completo: https://communityfoundations.eu/knowledge-item/regeneration-begins-with-community/

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