Categories
Filantropia Fundação Mendes Gonçalves

Um pedaço do início do meu dia…

Hoje partilho convosco um pedaço do início da minha manhã. Estou no Norte de Itália, ao qual volto quase 21 anos depois (fui estudante Erasmus em Turim), para participar, em representação da Fundação Mendes Gonçalves, numa iniciativa da European Community Foundation Initiative. Iniciativa que junta Fundações Comunitárias de 15 países, com o objectivo de contribuirmos para a reflexão e discussão sobre a sua resiliência, considerando o actual contexto e os desafios complexos que vivemos. Em Portugal… Na Europa (e Mundo). Um “deep dive”, como chamam.

Um “deep dive” que se sucede a outro que fiz (3ªF) em Reggio Emilia. Reuniões de trabalho sobre a abordagem de educação Reggio Emilia e a prioridade dada pela comunidade ao desenvolvimento infantil precoce que, há já largas décadas, contribui decisivamente para a construção e empoderamento da comunidade local e com um exemplo de referência de educação de qualidade dos 0-6.

Com este contexto, esta manhã sai para uma pequena corrida. Nela ouvi um podcast e uma Ted Talk que, quando parei, vi também. Chama-se “Baby Brains: Unlocking our Humanity” | https://www.youtube.com/watch?v=PDefVd8DRxM], é proferida pela neurocientista Rebecca Saxe e, tendo já 10 anos, está nos primórdios do acesso a mais e melhores dados (ainda insuficientes, mas, paradoxalmente, já relevantes) sobre o processo de desenvolvimento cerebral nos bebés e, sucessivamente, sobre a importância dos primeiros mil dias para o desenvolvimento ao longo de toda a vida, equidade e para uma vida com mais possibilidade de bem-estar para mais pessoas. À parte desta viagem histórica, a um início ainda recente, a humanidade que ouvirão/verão, mesmo com métodos “pouco convencionais” tem presente que é muito mais difícil estudar o cérebro do bebé que o cérebro adulto porque, ao contrário das pessoas adultas, os bebés “não seguem instruções” e “dão arrotos, fazem cocó e adormecem durante as experiências”.

Ouvi, depois, o episódio “Sabotage by Smartphone” [https://podcasts.apple.com/pt/podcast/sabotage-by-smartphone/id73802620?i=1000731887418] do “The Documentary” BBC sobre o aliciamento feito via redes sociais a adolescentes/jovens Ucranianos para realizarem acções de sabotagem no próprio país… A certa altura pergunta-se a uma psicóloga porquê jovens e como podem fazê-lo a troco da promessa de dinheiro, apesar das consequências potenciais que enfrentam, e porque as redes que o promovem procuram jovens: entre outras questões porque “os jovens tendem a considerar menos o médio/longo prazo nas suas decisões”.

Ora, vivemos um tempo em que temos de ousar sair do “apenas presente” e considerar o médio/longo prazo, contribuindo para um Mundo melhor para as gerações que se nos seguem, actuais e futuras. Na Fundação Mendes Gonçalves procuramos fazê-lo dia-a-dia… Trabalhar pelo futuro de todos, também porque, quando com propósito, cada pessoa estará, não apenas a contribuir para o futuro de todas as pessoas mas para o seu bem-estar presente e futuro.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *