Tinha 7 anos quando a ONU declarou em 1991 o 1 de Outubro como Dia Internacional do Idoso. Tinha também a minha avó Vitória a lembrar-me com vigor da minha irrequietude (“tens bicho de carpinteiro!”) e, por ter sido mãe da minha mãe já tarde, do que significava envelhecer.
O 1.10, cada dia mais actual, visa(va) maior sensibilização para o envelhecimento e para a necessidade de proteger e cuidar das pessoas.

Amanhã decorrerá o 15º #debateà5a. Live da OPP por mim promovido e moderado que procura aprofundar temas que cruzam (desafios da) sociedade e contributos da ciência psicológica com o mote de promover mais perspectivas. Esta edição – “Psicologia, Bem-Estar e Envelhecimento ao Longo da Vida” – conta com Constança Paul e Telma Miranda.
O “Amor” filme-história do Haneke confronta-nos nos minutos iniciais com 3 metáforas que julgo perfeitas para pensarmos o envelhecimento: o incómodo, simbolizado no cheiro da casa; o assistir sem participar, simbolizado no teatro; a perda, simbolizada no chá.
É forçoso que nos incomodemos, participemos e preparemos/previnamos, ao longo de toda a vida, o envelhecimento e a perda. É urgente outro discurso e prática na nossa sociedade e um maior contributo da Psicologia para um envelhecimento com mais saúde, autonomia e bem-estar.
01.10.20; 22h; aqui